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ToggleA partir de 2026, o mercado global de módulos fotovoltaicos pode enfrentar uma virada importante nos preços, com tendência de aumento depois de anos de queda ou estabilidade relativas. Esse possível aumento é explicado por uma combinação de fatores macro-econômicos, comerciais e de insumos industriais, especialmente ligados à extinção de subsídios chineses e ao aumento dos custos de matérias-primas como prata e alumínio. Aqui está um panorama detalhado dos principais pontos que poderão influenciar esse movimento:
Fim de subsídios chineses para exportação
Uma das causas mais citadas para o possível aumento nos preços dos módulos em 2026 é a decisão do governo chinês de encerrar incentivos fiscais para exportadores de painéis solares. Especificamente, o subsídio de devolução de imposto (VAT rebate), que devolvia até cerca de 9% do imposto a fabricantes que exportam painéis, será totalmente eliminado para módulos fotovoltaicos a partir de 1º de abril de 2026.
Isso significa que os produtores chineses perderão um incentivo importante que tornava seus produtos mais competitivos no exterior, e esse custo poderá ser repassado aos preços de exportação, afetando mercados como o brasileiro, onde mais de 90% dos módulos são importados da China.
Analistas e executivos do setor projetam que essa mudança pode consolidar uma nova tendência de alta de preços globais ao longo de 2026, com reajustes cumulativos que poderiam chegar a até ~30% em algumas regiões ou categorias de produto.
Prata, e a pressão dos preços de metais
A prata é um dos metais mais críticos na fabricação de células solares: ela é usada na pasta condutora que recolhe a eletricidade gerada pelos semicondutores.
Recentemente, os preços globais da prata atingiram níveis recordes, impulsionados por demanda industrial, investimento e tensões geopolíticas, tornando o metal mais caro para os fabricantes de módulos. Em alguns casos, a prata passou a representar uma porção muito maior do custo de produção das células solares, elevando a pressão de custo sobre toda a cadeia.
Esse aumento expressivo no preço da prata tem sido um fator que empurra os custos de fabricação para cima, embora nem sempre seja completamente repassado ao preço final dos módulos. Ainda assim, a tendência de commodities mais caras aumenta o risco de pressão inflacionária nos preços dos painéis.
Estratégias da indústria frente à prata
Alguns fabricantes estão reagindo criando técnicas ou tecnologias para reduzir o uso de prata, substituindo-a em parte por metais mais comuns (como cobre) ou por novas químicas de contatos elétricos. Embora essas soluções possam aliviar a pressão de custo no médio e longo prazo, elas não estão amplamente disseminadas e levam tempo para se tornar padrão global.
Outros materiais em alta: Alumínio, vidro e componentes
Além da prata, outros materiais e componentes impactam o custo de módulos:
- Alumínio, usado em molduras e estruturas de suporte, tem registrado pressões de preço devido a restrições de produção e altos custos energéticos, especialmente na Europa e China.
- Vidro especial para módulos, cobre para fiação e produtos químicos específicos também podem ter seus preços influenciados por tendências de oferta e demanda global, especialmente em um momento em que a cadeia de fornecimento de energia renovável está sob forte demanda.
Esses aumentos em insumos secundários, que já representaram uma parcela pequena do custo total, podem tornar-se mais relevantes à medida que os preços de commodities sobem, contribuindo para a elevação do custo de fabricação de módulos no agregado.
Mercado e tendências de preço
Historicamente, os preços dos módulos fotovoltaicos caíram dramaticamente na última década graças a expansão massiva da produção chinesa, aos ganhos de escala, as melhorias tecnológicas e as políticas de incentivo que mantiveram os custos baixos.
No entanto, indicadores recentes sugerem que esse ciclo pode estar se invertendo lentamente.
Relatórios apontam que os preços FOB (free-on-board) dos módulos chineses começaram a se estabilizar ou subir em 2025 e há indicações de que continuarão firmes em 2026.
A transição de um mercado altamente subsidiado para um ambiente mais orientado ao custo real pode significar que a rápida queda de preços que vimos até agora está chegando ao fim.
Conclusão: Por que os preços podem subir
Principais fatores que podem elevar os preços dos módulos em 2026:
- Fim de subsídios chineses para exportação: reduz a vantagem de preço dos módulos chineses e tende a repassar custos aos mercados importadores.
- Alta dos preços de metais críticos: a prata (e secundariamente o alumínio) está mais cara, pressionando custos de produção.
- Custos de outros insumos e componentes: podem subir e, em conjunto, aumentar a cadeia total de fabricação.
- Ajustes de mercado e política comercial global: tarifas, regras de comércio e mudanças na demanda também influenciam preços finais.
Para investidores, instaladores e compradores finais, isso significa que 2026 pode ser um ano de ajustes de preço importantes no mercado fotovoltaico global, e que decisões de compra ou projetos planejados devem considerar esse cenário de possível aumento de custos.
Com a sinalização clara de aumento nos preços dos módulos fotovoltaicos a partir de 2026, antecipar o investimento em energia solar torna-se uma decisão estratégica e financeiramente inteligente. Ao instalar o sistema ainda no cenário atual, o consumidor garante equipamentos com melhor custo, reduz o tempo de retorno do investimento e se protege contra futuras oscilações de mercado.
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