Estudo de proteção e seletividade em média tensão: curto-circuito, ajuste de relé e aprovação na Copel

Estudo de proteção e seletividade em média tensão pela S2V Engenharia em Maringá

Se a sua usina ou a sua indústria conecta em 13,8 kV, a concessionária vai pedir um estudo de proteção e seletividade antes de liberar a ligação. É o documento que prova que, diante de um curto-circuito, o disjuntor certo abre primeiro e o resto do sistema continua energizado. Sem ele, o processo trava. Com ele mal feito, ele trava do mesmo jeito, só que depois de você já ter comprado o equipamento.

Estudo de proteção e seletividade em média tensão realizado pela S2V Engenharia em Maringá
Estudo de proteção e seletividade em média tensão: base para o ajuste de relé aceito pela Copel.

Quando a concessionária exige estudo de proteção e seletividade

Nem todo projeto precisa. A exigência aparece nestes casos:

  • Minigeração distribuída conectada em média tensão. Acima do limite de microgeração, a Copel pede o estudo dentro do processo de acesso previsto na NTC 905200.
  • Entrada de energia em 13,8 kV com subestação própria. Indústria, cerealista, frigorífico, shopping, qualquer consumidor atendido em MT. O estudo caminha junto com o projeto de entrada de energia.
  • Ampliação de carga ou de geração em unidade que já opera em MT. Muda a corrente de curto, muda o ajuste.
  • Religamento automático e proteção anti-ilhamento. Quando existe geração atrás do ponto de conexão, a coordenação com o religador da rede precisa ser demonstrada.

Se você está no processo de projeto fotovoltaico e homologação na Copel, esse estudo é uma das etapas que mais atrasa parecer de acesso.

O que o estudo entrega

Um estudo de proteção completo não é uma planilha com números. Ele reúne:

  • Modelagem do sistema: impedâncias da rede, transformador, cabos e, quando existe, o inversor ou o gerador.
  • Cálculo de curto-circuito trifásico, bifásico e monofásico à terra em cada barra relevante, com valores simétricos e assimétricos.
  • Ajuste dos relés de proteção: funções 50, 51, 50N, 51N, 67, 27, 59, 81 e as demais exigidas pela concessionária, com os valores de pickup, curva e dial.
  • Curvas de seletividade plotadas, mostrando a coordenação entre o relé do cliente, o fusível, o religador e a proteção da rede a montante.
  • Verificação de suportabilidade dos cabos e do transformador à corrente de curto pelo tempo de atuação.
  • Memorial e ART, assinados por engenheiro eletricista com atribuição, que é o que a concessionária carimba.

O erro mais comum é copiar ajuste de outro projeto

Acontece toda semana. O integrador pega o ajuste de uma usina parecida, troca o nome no cabeçalho e envia. Dá errado por dois motivos.

O primeiro é técnico: a corrente de curto-circuito depende do ponto de conexão, e dois pontos na mesma cidade podem ter impedância de rede bem diferente. Um ajuste calculado para outra barra pode ficar insensível a falta de alta impedância, ou pode atuar antes da proteção da concessionária e derrubar carga que não era sua.

O segundo é processual. O analista da distribuidora confere o valor de curto informado no parecer de acesso contra o que está no estudo. Divergiu, volta. Cada volta dessas custa semanas de obra parada.

Sua usina ou indústria precisa de estudo de proteção em 13,8 kV?
A S2V faz o cálculo, o ajuste e o acompanhamento até a aprovação. Chame no WhatsApp: (44) 99881-5835

Curto-circuito: o cálculo que sustenta tudo

Todo o resto depende desse número. A corrente de curto define a capacidade de interrupção do disjuntor que você vai comprar, o pickup das funções instantâneas, a seção mínima do cabo e o tempo máximo que a falta pode durar sem danificar o transformador.

Trabalhamos com os dados de impedância fornecidos pela própria concessionária para o ponto de conexão, não com estimativa. Quando a distribuidora não fornece, o estudo indica a premissa adotada e a fonte, para que o analista possa validar. Número sem origem rastreável é o caminho mais rápido para a reprovação.

Como funciona o processo com a S2V

  1. Levantamento: diagrama unifilar existente, dados de placa do transformador, modelo do relé, cabos e o ponto de conexão.
  2. Solicitação dos dados de rede à concessionária, quando ainda não estiverem no parecer de acesso.
  3. Modelagem e cálculo de curto-circuito em todas as barras.
  4. Ajuste e plotagem das curvas, verificando seletividade com a proteção a montante.
  5. Emissão do memorial com ART e protocolo junto à distribuidora.
  6. Acompanhamento das exigências até o aceite, e parametrização do relé em campo se você quiser.

O que fazer agora, na prática

  • Usina de minigeração em análise de acesso: verifique se o parecer já traz a corrente de curto no ponto de conexão. Traz? O estudo pode começar hoje.
  • Indústria com subestação antiga: se o relé é eletromecânico e ninguém sabe quem ajustou, o estudo costuma revelar disjuntor subdimensionado. Vale fazer antes de ampliar carga.
  • Comércio que vai migrar para média tensão: o estudo entra junto com o projeto de entrada, não depois. Fazer na ordem errada significa comprar equipamento duas vezes.
  • Quem opera com geração e bateria: a presença de sistema BESS muda a contribuição de curto e exige tratamento específico no estudo.

Antes de ampliar carga em uma subestação antiga, uma medição de qualidade de energia mostra a demanda real e os harmônicos da instalação. E toda subestação depende de uma malha de terra bem dimensionada: veja o que envolve o projeto de SPDA e aterramento.

Perguntas frequentes sobre estudo de proteção e seletividade

Quanto tempo leva o estudo?

O cálculo em si leva poucos dias depois que os dados estão completos. O prazo real depende da concessionária fornecer os dados de rede e analisar o protocolo.

Preciso de estudo se minha usina é microgeração em baixa tensão?

Normalmente não. A exigência é para conexão em média tensão e para minigeração. A dúvida se resolve olhando o parecer de acesso.

Vocês parametrizam o relé ou só entregam o documento?

Fazemos os dois. Entregamos o memorial e, se contratado, vamos a campo parametrizar e registrar o comissionamento.

Meu estudo foi reprovado pela concessionária. Dá para aproveitar?

Depende do motivo. Se a premissa de curto estava errada, o cálculo inteiro muda. Revisamos o documento existente e dizemos com franqueza o que é aproveitável.

Fontes e referências

Gostou do conteúdo? Fale com a S2V Engenharia e descubra como podemos ajudar no seu projeto!

Leia também:

  1. Eletroposto em Maringá: estudo, projeto e instalaçãoEletroposto em Maringá com estudo de viabilidade, projeto com ART, homologação na Copel e instalação de carregadores AC e DC. Saiba onde a conta fecha.
  2. Qualidade de energia: medição, análise de harmônicos e laudo técnicoMedição de qualidade de energia, análise de harmônicos e laudo técnico pelo PRODIST Módulo 8 em Maringá e região.
  3. SPDA e aterramento em Maringá: projeto, execução e laudo conforme a NBR 5419Projeto, execução e laudo de SPDA e aterramento em Maringá conforme a NBR 5419.

Categorias: Serviços, Estudos de Proteção

Termos: , , , , , , ,

ENTRE EM CONTATO PELO WHATSAPP

Onde estamos?

Equipe

imagem, sobre engenheiros Matheus, Rafael e Lucas da S2V engenharia energia e bateria solar em maringá

A empresa é formada pelos engenheiros eletricistas Matheus, Rafael e Lucas, profissionais comprometidos em oferecer soluções de alta qualidade no setor elétrico.

Nosso propósito é unir conhecimento técnico, experiência e integridade para garantir a excelência em cada projeto e obra, entregando confiança e segurança aos nossos clientes.