Conteúdo
ToggleA energia solar com bateria no Brasil pode chegar a 2035 com um dos três menores custos do mundo, atrás só da China e empatada com Omã. A projeção é da IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável) e foi divulgada nesta terça-feira (20 de outubro). O estudo usa o conceito de Firm LCOE, o custo de entregar eletricidade com 95% de confiabilidade combinando geração solar e armazenamento em baterias. Para o Brasil, isso significa queda de 37% no custo da energia solar firme até 2035, puxada principalmente pela queda no preço das baterias. Veja o que o estudo mostra e o que ele muda para quem já tem, ou está avaliando, bateria solar.
O que a IRENA projetou para o Brasil até 2035
O estudo 24/7 Renewables: The Economics of Firm Solar and Wind, da IRENA, compara o custo de projetos que juntam geração renovável e armazenamento para entregar energia de forma previsível, o chamado Firm LCOE (custo nivelado de energia firme). Diferente do custo nivelado convencional, essa métrica já inclui o custo de manter o fornecimento também nos períodos de pouca ou nenhuma geração solar.
Para o Brasil, o custo estimado em 2035 é de cerca de US$ 41 por MWh, considerando localidades com alta disponibilidade de recursos solares, como o interior da Bahia. Esse número coloca o país na segunda posição entre os mercados analisados pela IRENA, empatado com Omã e atrás apenas da China, com cerca de US$ 33/MWh. Na sequência aparecem Índia (US$ 47/MWh), Austrália e África do Sul (cerca de US$ 50/MWh cada) e Estados Unidos (US$ 59/MWh).
Importante entender o que esse número não é: não é a tarifa que vai chegar na conta de luz, nem o custo médio de qualquer sistema solar no Brasil. É uma projeção para projetos em escala, em locais de recurso solar elevado. Mesmo assim, ela mostra a direção que o custo da energia solar com bateria está tomando no país, e essa direção também pesa em projetos menores, como os sistemas que a S2V Engenharia projeta para comércio, indústria e propriedade rural.
Por que o custo da energia solar firme deve cair 37% no Brasil
O estudo também traz a trajetória de queda ano a ano. Numa localidade de alta irradiação na Bahia, usada como referência para o Brasil, o custo estimado é de aproximadamente US$ 65/MWh em 2025, cai para US$ 44/MWh em 2030 e chega a cerca de US$ 41/MWh em 2035. A diferença entre 2025 e 2035 representa uma queda projetada de 37%.
Essa trajetória segue o que já acontece em outros países com boa irradiação solar e é puxada por dois fatores: a queda no custo dos equipamentos fotovoltaicos e a queda, bem mais acentuada, no custo dos sistemas de armazenamento.
Baterias 93% mais baratas: o motor por trás da queda
Segundo a IRENA, o custo global dos sistemas de armazenamento em baterias caiu 93% entre 2010 e 2024, saindo de US$ 2.634 por kWh para US$ 197/kWh. É essa queda que torna viável guardar a energia gerada durante o dia para usar à noite, no horário de maior consumo, sem depender tanto de outras fontes.
O estudo aponta que, na China, projetos de solar combinado com bateria já custam menos do que termelétricas a carvão e a gás. Em mercados como o Brasil, a expectativa é que essa competitividade se amplie nos próximos anos, à medida que o custo das baterias continue caindo.
O que a ABSOLAR diz sobre a oportunidade para o Brasil
Para a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o resultado reforça o potencial do país para ampliar o uso de armazenamento associado à geração solar. Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da entidade, “os resultados mostram que o Brasil reúne condições muito favoráveis para avançar na oferta de energia renovável firme e competitiva. A redução dos custos do armazenamento amplia a capacidade de utilizar o sol de forma mais estratégica, deslocando a geração para os momentos de maior necessidade do sistema”.
A entidade também cita a demanda crescente por energia com maior previsibilidade, como data centers, produção de hidrogênio verde e indústrias eletrointensivas, como um dos motores dessa expansão do armazenamento no país.
Quer saber se o seu sistema solar aceita bateria, ou qual o tamanho certo para um sistema novo com armazenamento? Mande uma mensagem pelo WhatsApp (44) 99881-5835 e fale direto com um engenheiro da S2V.
O que fazer agora, na prática
- Residencial: se o seu sistema solar ainda não tem bateria, vale entender se o inversor atual aceita um upgrade ou se é preciso um modelo híbrido. Foi o que muita gente descobriu nos apagões de setembro e outubro no Paraná. Veja mais em energia solar durante apagão.
- Comercial: com o custo do armazenamento em queda, o cálculo de retorno para proteger ponto de venda, refrigeração e equipe contra queda de energia fica mais favorável a cada ano. Veja bateria para o comércio.
- Industrial: a queda no custo das baterias também reduz o payback de projetos de corte de demanda de ponta (peak shaving) e de proteção de cargas críticas. Veja BESS industrial.
- Agronegócio: propriedades com rede fraca ou instável, com irrigação, ordenha ou secador dependendo de energia contínua, são as que mais ganham com armazenamento mais barato. Veja bateria no agronegócio.
Baterias para energia solar com a S2V Engenharia
A S2V Engenharia projeta, instala e homologa sistemas fotovoltaicos com e sem bateria em Maringá, no Noroeste e no Norte do Paraná, com engenheiro responsável e ART. Para quem já tem sistema solar, avaliamos se o inversor atual aceita bateria. Para sistema novo, o armazenamento já entra no dimensionamento desde o início. Conheça o projeto fotovoltaico e homologação na Copel.





