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ToggleO aumento da conta de luz em 2026 vai ser maior do que se esperava. A ANEEL revisou para cima, pela segunda vez no ano, a projeção de alta média das tarifas no Brasil: agora são 9,4%, contra 8,6% na estimativa anterior e 8% em março. A informação foi publicada pelo Canal Solar em 21 de setembro de 2026. O número fica bem acima da inflação projetada para o ano, de 5% pelo IPCA e 4,4% pelo IGP-M.
Para quem mora ou tem empresa em Maringá e no restante do Paraná, a leitura correta desse número é diferente da que aparece nas manchetes. Os 9,4% são uma média nacional. O paranaense já recebeu o seu reajuste deste ano em junho, e ele foi bem mais pesado. Neste artigo explicamos o que de fato aconteceu com a tarifa da Copel, o que ainda pode vir em 2027 e o que isso muda para quem tem, ou pensa em ter, energia solar.
O que a ANEEL mudou na projeção de 2026
A projeção é uma média de todos os reajustes e revisões das distribuidoras ao longo do ano. Segundo o levantamento divulgado pela agência, o que mais empurrou a estimativa para cima foram os componentes financeiros, que respondem por 4,7 pontos do efeito total. Entre eles está a chamada CVA Energia, a conta de ajuste entre o custo de energia que a distribuidora previu e o que ela realmente pagou. Esse item saiu de 1,3% para 3,5%, por causa da hidrologia desfavorável e do custo dos contratos de energia das distribuidoras.
Dois fatores seguraram a alta. A repactuação de contratos de uso de bem público de usinas, que somou cerca de R$ 5,2 bilhões, tirou 1,9 ponto da média. E os diferimentos, que são adiamentos de parte do reajuste, tiraram mais 0,8 ponto. Um desses diferimentos foi justamente o da Copel, de R$ 1,3 bilhão.
A média também esconde uma diferença enorme entre regiões. Pelos dados da ANEEL, 16% dos consumidores do país vão ter alta de 17,6% no ano, enquanto 5% terão só 0,7%. Tudo depende da distribuidora.

Aumento da conta de luz no Paraná: a Copel já subiu 20,51%
A ANEEL aprovou em junho um reajuste médio de 20,51% nas tarifas da Copel, válido desde o fim daquele mês. Foi o segundo maior reajuste aprovado pela agência em 2026, conforme o Canal Solar. A Copel atende cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras no estado.
O efeito variou por tipo de cliente. Segundo o Times Brasil, a alta média foi de 19,85% para a baixa tensão, onde estão casas, comércios e pequenas empresas, e de 21,87% para a alta tensão, onde estão as indústrias ligadas em 13,8 kV ou acima.
Então, se você é cliente da Copel, não some 9,4% em cima dos 20,51%. O seu reajuste de 2026 já está na conta desde o fim de junho. O número nacional serve para entender a pressão sobre o setor como um todo, não para prever a sua próxima fatura.
O diferimento de R$ 1,3 bilhão: a conta que ficou para depois
Aqui está o ponto que quase ninguém comentou. O reajuste da Copel só ficou em 20,51% porque a ANEEL aceitou adiar R$ 1,3 bilhão de custos. Diferimento não é desconto. Como explicou a Agência iNFRA ainda na fase de consulta do processo, o valor adiado é recuperado nos processos tarifários seguintes, e a distribuidora precisa financiar esse dinheiro enquanto isso, com custo acima da inflação.
Na prática, parte do aumento que deveria ter vindo em 2026 foi empurrada para os próximos reajustes da Copel. Não dá para dizer hoje de quanto será o reajuste de 2027, porque ele depende de hidrologia, custo de energia e decisões da ANEEL que ainda não aconteceram. Mas dá para dizer com segurança que existe uma fatura represada e que ela entra na conta futura.
Há ainda outra pressão no horizonte. A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia avalia que o custo dos leilões de baterias previstos pelo governo vai chegar ao consumidor, com algo entre 40% e 46% dos encargos recaindo sobre o mercado regulado, segundo a pv magazine Brasil. É uma estimativa da associação, não uma regra aprovada, mas aponta na mesma direção.
Quer saber quanto o reajuste da Copel pesou na sua conta e quanto um sistema solar economizaria no seu caso? Fale com a S2V pelo WhatsApp (44) 99881-5835. A análise parte da sua fatura real, sem número inventado.
Para onde vai o dinheiro da sua conta
A ANEEL também divulgou a composição média da tarifa residencial B1 no país, que chegou a R$ 998 por MWh antes dos impostos. Desse valor, 40,9% é energia, 31,1% é distribuição, 20,9% são encargos setoriais e 7,1% é transmissão, segundo o Canal Solar. Os números são médias nacionais e a composição da Copel é diferente, mas a proporção ajuda a entender o que a energia solar consegue e o que não consegue abater.

O aumento da conta de luz em 2026 muda a conta da energia solar?
Muda, e para melhor, mas com ressalvas que precisam ficar claras.
- Cada kWh gerado vale mais. O crédito de energia é abatido pela tarifa vigente. Quando a tarifa sobe, a economia em reais de um mesmo sistema sobe junto, e o retorno do investimento fica mais curto.
- O Fio B também subiu. Quem pediu conexão depois de 7 de janeiro de 2023 paga, em 2026, 60% do Fio B sobre a energia compensada, conforme a Lei 14.300 e o Canal Solar. Como o Fio B faz parte da tarifa de distribuição, ele também é corrigido no reajuste. O ganho continua positivo, mas é menor do que o percentual de reajuste sugere.
- A parte fixa continua. O custo de disponibilidade e a iluminação pública seguem na fatura. Energia solar reduz a conta, não zera.
- Quem já tem sistema antigo está protegido. Sistemas conectados antes de 2023 seguem nas regras antigas de compensação até 2045 e são os que mais ganham com a alta da tarifa.
Se você quer entender o efeito do Fio B com mais detalhe, escrevemos sobre isso no artigo sobre tarifa horária para energia solar. Para uma visão geral do investimento, veja também se energia solar ainda vale a pena em 2026.
Selic em queda: financiar ficou mais fácil?
Um pouco. O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto em setembro, de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido, segundo o O Tempo. A pv magazine Brasil lembra que, para o crédito de energia solar, o que pesa mais é a curva de juros de longo prazo, que ainda carrega um prêmio de incerteza para 2027.
Traduzindo: o juro está caindo, mas continua alto. Financiamento só faz sentido quando a parcela fica abaixo da economia mensal que o sistema gera. Se a conta não fechar com folga, é melhor esperar, reduzir o tamanho do sistema ou pagar parte à vista. Não aceite simulação que não mostre a taxa efetiva e o prazo.
O que fazer agora, na prática
Residencial
Pegue as últimas 12 faturas e veja o consumo médio. Esse é o dado que dimensiona o sistema, não o valor em reais. Se o seu consumo é baixo, perto do mínimo cobrado, energia solar tem retorno fraco e nós vamos dizer isso. Se é médio ou alto, vale fazer a simulação com a tarifa atual da Copel. Veja como funciona a instalação de energia solar em Maringá.
Comercial
Comércio costuma consumir mais durante o dia, o que casa bem com a geração solar. Com o reajuste de 19,85% na baixa tensão, o prazo de retorno encurtou. Se o seu negócio depende de energia para não parar, vale olhar também o armazenamento em baterias para comércio.
Industrial
Na alta tensão o reajuste médio foi de 21,87%. Para a indústria, além da geração, olhe a demanda contratada e o consumo no horário de ponta. Baterias para corte de pico, o chamado peak shaving, podem reduzir a demanda faturada. Explicamos isso no artigo sobre BESS industrial. Para quem está pensando em migrar, vale ler sobre o mercado livre de energia.
Agronegócio
Irrigação, granjas e secadores pesam muito na conta rural. Sistemas em solo costumam ser a solução mais barata por kWh, e o projeto e a homologação na Copel precisam ser feitos com atenção à capacidade da rede local. Onde a rede é fraca ou cai com frequência, as baterias no agronegócio entram como segurança operacional.
Como a S2V pode ajudar
A S2V Engenharia faz o dimensionamento a partir da sua fatura real, o projeto com ART, a homologação na Copel e a instalação em Maringá, no Noroeste e no Norte do Paraná. Se a análise mostrar que o investimento não compensa no seu caso, você fica sabendo antes de gastar. A tarifa de 2026 já está na conta. A de 2027 ainda não, e é justamente por isso que agora é um bom momento para fazer as contas com calma.
Fontes e referências
- Canal Solar. ANEEL eleva para 9,4% projeção de alta das tarifas de energia em 2026 (21 de setembro de 2026)
- Canal Solar. ANEEL aprova reajuste acima do previsto e eleva conta de luz da Copel em 20,51% (24 de junho de 2026)
- Times Brasil. Aneel homologa reajuste tarifário da Copel com aumento médio de 20,51% (junho de 2026)
- Agência iNFRA. Tarifas da região Centro-Sul só poderão ser reduzidas via diferimento (22 de abril de 2026)
- pv magazine Brasil. Custos dos leilões de baterias serão repassados aos consumidores, avalia Absae (18 de setembro de 2026)
- O Tempo. Copom reduz Selic em 0,25 ponto pela quinta vez seguida (16 de setembro de 2026)
- pv magazine Brasil. Selic dá sinal de alívio para financiamento de energia solar (18 de setembro de 2026)
- Canal Solar. Consumidores passarão a arcar com 60% do Fio B a partir de 2026 (2 de janeiro de 2026)





