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ToggleO valor do kWh da Copel para quem mora no Paraná está em R$ 0,768 sem impostos desde 24 de junho de 2026. Com ICMS, PIS e Cofins, cada kWh chega à conta por cerca de R$ 1,03 a R$ 1,04, isso com bandeira verde, a que vale em outubro. Muita reportagem divulgou o primeiro número como se fosse o preço final, e ele não é. Este texto mostra de onde sai cada centavo, quanto as bandeiras acrescentam e como usar esse número para conferir a sua fatura.
Valor do kWh da Copel em 2026: a tarifa sem impostos
A tarifa é definida pela ANEEL e tem duas partes. A TE (tarifa de energia) paga a energia comprada das usinas. A TUSD (tarifa de uso do sistema de distribuição) paga a rede, a transmissão, as perdas e os encargos setoriais. Na conta da Copel elas aparecem como “Energia Elet Consumo” e “Energia Elet Uso Sistema”.
Os valores atuais estão na Resolução Homologatória nº 3.592/2026, que vale de 24 de junho de 2026 a 23 de junho de 2027. Pela base de tarifas de aplicação da ANEEL, a residência convencional (subgrupo B1) paga hoje:
| Componente (B1 residencial) | Até 23/06/2026 | Desde 24/06/2026 |
|---|---|---|
| TE | R$ 0,27575/kWh | R$ 0,31085/kWh |
| TUSD | R$ 0,36667/kWh | R$ 0,45717/kWh |
| Total sem impostos | R$ 0,64242/kWh | R$ 0,76802/kWh |
A alta da tarifa residencial sem impostos foi de 19,6%. É o efeito da revisão tarifária que a ANEEL homologou em junho, com efeito médio de 20,51% para todos os clientes da Copel. Os detalhes do reajuste e o que ele muda no retorno de um sistema solar estão no post sobre o aumento da conta de luz em 2026.
Um detalhe que pouca gente sabe: na tabela da ANEEL, comércio (B3) e rural (B2) da Copel têm a mesma TE e a mesma TUSD da residência. O que muda entre eles são os impostos e os descontos específicos de cada enquadramento.
Quanto custa o kWh da Copel com impostos
Sobre a tarifa entram três tributos, e todos são calculados “por dentro”, ou seja, fazem parte da própria base:
- ICMS de 19%: alíquota da energia elétrica no Paraná desde a Lei estadual 21.850/2023. A eletrificação rural ficou no patamar anterior.
- PIS e Cofins: federais, mudam todo mês e aparecem impressos na fatura. Em 2026 a soma dos dois tem ficado entre 7,6% e 9,3% nas contas da Copel.
- Contribuição de iluminação pública: municipal, cobrada em valor fixo por faixa de consumo. Não entra no preço do kWh.
A conta é: tarifa ÷ [(1 − ICMS) × (1 − PIS − Cofins)]. Com a tarifa de R$ 0,76802, o resultado fica entre R$ 1,03 e R$ 1,04 por kWh, dependendo do PIS e da Cofins do mês. Antes da revisão, o mesmo cálculo dava entre R$ 0,86 e R$ 0,87.
Por isso o número de R$ 0,76 que circulou em junho, publicado por exemplo pela Tribuna do Paraná, não serve para conferir a conta. Ele é a tarifa antes dos impostos. O valor que o consumidor paga por kWh fica entre 34% e 36% acima dele.
Bandeira tarifária: quanto cada cor soma ao valor do kWh
A bandeira é cobrada à parte, por kWh consumido, e também recebe impostos. A ANEEL acionou a bandeira verde para outubro, depois de cinco meses de amarela. A cor de novembro sai em 30 de outubro. Os valores vigentes, segundo a tabela da ANEEL:
| Bandeira | Acréscimo sem impostos | Acréscimo com impostos* | kWh final com impostos* |
|---|---|---|---|
| Verde | R$ 0,00 | R$ 0,00 | R$ 1,03 a R$ 1,04 |
| Amarela | R$ 1,885/100 kWh | R$ 0,025/kWh | R$ 1,05 a R$ 1,07 |
| Vermelha patamar 1 | R$ 4,463/100 kWh | R$ 0,060/kWh | R$ 1,09 a R$ 1,11 |
| Vermelha patamar 2 | R$ 7,877/100 kWh | R$ 0,105 a R$ 0,107/kWh | R$ 1,13 a R$ 1,15 |
Exemplo: uma casa de 200 kWh por mês
Com bandeira verde, 200 kWh custam hoje entre R$ 205 e R$ 209 só de energia, sem a iluminação pública. Antes de 24 de junho, o mesmo consumo custava entre R$ 172 e R$ 175. Com bandeira amarela, somam-se cerca de R$ 5. Com vermelha patamar 2, cerca de R$ 21.
Para conferir a sua fatura, some as linhas de consumo e uso do sistema e divida pelos kWh faturados. Se o resultado ficar perto de R$ 1,04 e a bandeira do período for verde, a conta está coerente com a tarifa. Se a fatura pegar dois meses com bandeiras diferentes, a Copel informa o período de cada cor no campo “Períodos Band. Tarif.”.
Quer saber quanto o novo valor do kWh muda o retorno de um sistema solar na sua casa ou empresa? Mande a última conta de luz pelo WhatsApp (44) 99881-5835 e um engenheiro da S2V faz a conta com os seus números.
O que o valor do kWh da Copel muda para quem tem energia solar
Na geração distribuída, cada kWh injetado vira crédito que abate kWh consumido. Quando a tarifa sobe, cada crédito passa a evitar uma cobrança maior. É por isso que o prazo de retorno encurtou em 2026 para quem já gera e para quem vai instalar agora. Os preços atuais por tamanho de sistema estão no post quanto custa energia solar em Maringá.
Dois pontos limitam essa conta, e é bom saber deles antes de fazer qualquer projeção:
- Custo de disponibilidade: mesmo gerando tudo o que consome, o cliente paga o mínimo de 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico). Com o kWh a R$ 1,04, o mínimo trifásico passa de R$ 100 por mês.
- Fio B: sistemas conectados depois de 2023 pagam uma parte crescente da TUSD sobre a energia compensada, pela regra de transição da Lei 14.300. O crédito vale um pouco menos que o kWh cheio da tabela acima.
Também está em discussão uma mudança de estrutura que pode pesar mais que o reajuste: a cobrança por horário. O post sobre tarifa horária para energia solar explica o que está proposto.
Mercado livre: quando dá para escapar da tarifa da Copel
Hoje o consumidor de baixa tensão só pode comprar energia da Copel. Isso muda com o decreto assinado em agosto: comércios e pequenas indústrias poderão migrar para o mercado livre a partir de 25 de novembro de 2027, e residências a partir de 25 de novembro de 2028.
Vale saber o que o mercado livre troca e o que não troca. Ele permite negociar a TE com outro fornecedor. A TUSD continua sendo paga à Copel, porque a rede é a mesma. Pela tabela de hoje, a TUSD é 60% da tarifa residencial sem impostos. O desconto possível incide sobre os outros 40%. O guia completo está no post sobre mercado livre de energia em baixa tensão.
O que fazer agora, na prática
- Residencial: pegue as três últimas contas e divida o valor das linhas de energia pelos kWh. Se o seu consumo médio passa de 200 kWh, refaça a conta de viabilidade solar com R$ 1,04 por kWh, não com o valor de 2025.
- Comercial: a TE e a TUSD do B3 são iguais às da residência. Se a empresa consome mais de 1.000 kWh por mês, compare o retorno de um sistema solar agora com a opção de migrar para o mercado livre em novembro de 2027. As duas podem ser combinadas.
- Industrial: quem está no Grupo A teve alta média de 21,87%, acima da baixa tensão. Nesse caso a demanda contratada pesa tanto quanto o kWh. Vale revisar o contrato de demanda e avaliar baterias para reduzir o pico de demanda.
- Agronegócio: irrigação, granja e secador consomem muito no período seco, que é justamente quando as bandeiras sobem. Confira se a sua unidade está corretamente enquadrada como rural na fatura, porque isso muda o ICMS.
Como a S2V ajuda
A S2V Engenharia faz o estudo de viabilidade com a tarifa vigente, o projeto, a homologação na Copel e a instalação de sistemas fotovoltaicos em Maringá, no Noroeste e no Norte do Paraná. Para quem quer entender as opções na região, a página de energia solar em Maringá resume como trabalhamos. Para empresas que vão avaliar o mercado livre, fazemos a comparação entre migrar, gerar ou combinar as duas coisas.
Fontes e referências
- ANEEL. Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica (consulta em 13/10/2026)
- Band Paraná. Entenda por que a conta de luz da Copel está mais cara no Paraná (11/08/2026)
- Cenário Energia. Aneel homologa revisão tarifária da Copel com efeito médio de 20,51% (24/06/2026)
- Tribuna do Paraná. Por que a conta de luz subiu no Paraná? Energia fica 20% mais cara (24/06/2026)
- Bem Paraná. Aneel aciona bandeira verde em outubro e conta de luz não terá custo extra (25/09/2026)
- Bem Paraná. Conta de luz continua mais cara em agosto com bandeira amarela (julho de 2026)
- eixos. Paraná reduz ICMS do gás e aumenta o da energia elétrica (12/12/2023)
- eixos. Consumidores residenciais poderão escolher fornecedor de energia a partir de 2028 (12/08/2026)





